Vende-se Confiança – Casa

Casa de alvenaria que contém três dormitórios, sala, corredor, cozinha, banheiro e garagem. Localizada na Rua Piauí, 166 esquina João Pinós de Freitas, setor 10, com 105m2 de área construída, num terreno de 8,25 metros na Rua Piauí e 30 metros na Rua João Pinós de Freitas.

R$ 195.000,00

Painel 615 – Economista Harri Goulart Gervásio 05/06/20

Primeiro passo!

No final do mês de maio se tornaram conhecidos os números da economia do primeiro trimestre,  contaminados pelo covid 19. É bom lembrar que o primeiro caso foi registrado no final de fevereiro e o fechamento do comercio, serviços e isolamento social aconteceram na segunda quinzena de março. Portanto os reflexos na economia ainda foram incipientes.  Logo neste ano em que já era possível perceber a economia em recuperação. Este fato pode ser comprovado pela analise dos últimos quatro trimestres encerrados em março, onde a economia cresceu 0,9%. Segundo o IBGE, a queda do PIB no primeiro trimestre foi de -1,5% em relação ao ultimo de 2019. A indústria teve queda de -1,4% enquanto que serviços caíram 1,6%. Já a agropecuária, que parece imune ao vírus, cresceu 0,6% fruto dos bons resultados das exportações. O consumo das famílias, que é o componente de maior peso no PIB, afetado pelo isolamento social foi duramente atingido, encolhendo mais de 2%. Imagine que estes dados negativos referem-se apenas a ponta do iceberg porque a maior parte ainda esta submersa. Estimativas indicam que no final do ano a economia brasileira poderá apresentar uma queda em torno de 8% e  desemprego beirando 18%. Para o 2º. trimestre o tombo pode ser de até 11% com recuperação nos últimos meses do ano. O Boletim Focus do BC desta semana estima a queda do PIB em -6,25% dado que vem piorando a cada semana. As perspectivas no curto prazo são bastante negativas.

Pior década da história.

Agora está confirmado, com os péssimos resultados previstos para a economia neste ano, o Brasil deve encerrar a década como a pior da historia. Para que isto deixasse de acontecer seria necessário no mínimo um crescimento de 10% do PIB neste ano, o que é impossível. Até agora a década com pior resultado foi a de 1981/90 com média de crescimento de 1,6%. Imagine que esta é considerada a década perdida e a que vem por aí será ainda pior! O resultado provável será uma média próxima de zero, ou seja, 10 anos sem crescimento de renda. A economia brasileira já vinha cambaleando, saindo de dois anos de recessão e mais três de estagnação. Aí leva este baque, com uma pandemia que derrubou todo o mundo ao mesmo tempo, afetando tanto a oferta de trabalho e produção como também na demanda de consumo. O novo ciclo recessivo é uma realidade que vem para testar a capacidade de todos, nos mais diversos países e continentes. Alguns analistas afirmam que os impactos desta pandemia e os maus resultados econômicos já afetam a próxima década, prevendo um desempenho pífio, com uma retomada muito lenta. Só para lembrar algumas coisas positivas que já ocorreram aqui neste Brasil: na década 1971/80 a economia cresceu numa média de 8,6% tendo nos anos 1971(11,34%), 1972(11,94%)  e 1973(13,97%) crescido num ritmo chinês. Esta foi a melhor década econômica deste país e hoje …

Remédio?

O mundo inteiro luta na busca de uma vacina capaz de proteger contra o vírus, ao mesmo tempo em que testa medicamentos que diminuam os sintomas e mate o covid 19. Além da saúde existe a preocupação, uma verdadeira dor de cabeça, que esta colocando a prova todos os gestores e economistas, pois eles  tem que descobrir receitas de devolver vitalidade à economia, hoje destroçada. É sabido que o principal ingrediente da formula é o investimento. Tem países que tem recursos, portanto, será bem mais fácil. O problema será para os subdesenvolvidos, endividados e com recursos escassos. O Brasil está neste segundo grupo. Hoje a discussão é: o governo deve aumentar os investimentos públicos? Até que ponto? Alguns acreditam que a saída é o aumento do investimento publico, pois o comercio internacional estará fragilizado e os investidores externos estarão na retranca. Internamente o setor privado está sem condições de investir e o emprego somente será ativado com os investimentos publico, gerando consumo. Outros dizem que a elevação dos gastos faria crescer o endividamento o que aumentaria a desconfiança dos investidores, forçando a elevando a taxa de juros, dólar mais caro, inflação, azeitando a recessão. Estes afirmam que o caminho são as reformas e o corte das despesas públicas com a manutenção do teto de gastos, novos marcos regulatórios, dando garantia e atração para novos investimentos externos. Eles viriam! Todos sabem que a saída é investir! O problema é de onde virão os recursos? Uma coisa é certa, quanto mais tempo à economia brasileira ficar parada, mais difícil será encontrar a solução. O grande perigo é o crescimento exponencial do econovirus!

Pense.

Algumas coisas não precisam fazer sentido, basta valer a pena.

Painel 614 – Economista Harri Goulart Gervásio – 29/05/2020

Mais um calote da Argentina.

Na sexta-feira passada a Argentina comunicou que deixará de pagar 500 milhões de dólares de juros sobre a sua divida, mas afirma que continuará negociando. Eles estão oferecendo aos credores, novos títulos com um período de carência de três anos sem pagamento, diminuição de 5,6% no principal e 62% nos juros, o que esta dificultando o acerto. Esta é a nona vez que os hermanos dão calote, sendo que hoje eles devem 324 bilhões de dólares mais de 90% do seu PIB. É bom lembrar que este assunto vem sendo tratado a um bom tempo e quando o atual governo venceu as eleições o risco disto acontecer aumentou. É sabido e dito que governos de esquerda são avessos a pagamento de dividas, principalmente com órgãos de crédito internacional. A situação argentina é de muitas dificuldades, inflação elevada, desemprego e aumento da pobreza. Tudo isto agora vem embrulhado na crise do coronavirus que desacelerou ainda mais a atividade econômica e ainda provocou crescimento de gastos para combater a pandemia. É uma péssima noticia que vai trazer resultados negativos principalmente para o Brasil e em especial para o Rio Grande do Sul, devido a sua grande parceria econômica. Já tem gente falando no “efeito Orloff”, ou seja, eu sou você amanhã. Particularmente acredito que o Brasil esta melhor preparado para enfrentar a crise e as dividas, apesar de robustas, tendem a serem pagas dentro do prazo assumido.

Orçamento de guerra.

É bom que todos entendam a situação da divida e dos gastos do Brasil com a pandemia. A aprovação do orçamento de guerra vai fazer com que os gastos com o coronavirus fique separado das despesas correntes, ou seja, vão ser escriturados noutra contabilidade. As despesas correntes, fixadas no orçamento serão uma coisa e as do Covid outras.  Com isto o dia a dia fica preservado e o montante das despesas com a pandemia serão escrituradas e sustentadas por recursos diferentes. Claro que os gastos correntes também aumentarão, pois as receitas estão ficando muito aquém do previsto. Acredito que quando o covid for embora deixará um passivo a descoberto o qual o governo federal deverá criar um fundo para pagamento no longo prazo. Somando tudo é provável que a divida bruta brasileira atinja, no final do ano, cerca de 85% do PIB, ou seja de tudo que aqui é produzido, podendo ser maior se a pandemia for além do previsto. Claro que nada pode ser feito diferente, pois de um lado a receita deve continuar em queda e as despesas em elevação. Mesmo que os cenários sejam preocupantes o Brasil, por enquanto, esta numa situação de estabilidade em relação a este aspecto, sem projeções significativas do aumento do grau de risco. Inexistem possibilidades de que o “efeito Orllof” aconteça, pelo menos no curto e médio prazos.

Investimentos.

Quando a crise terminar o Brasil vai precisar muitos investimentos, pois estes serão fundamentais para reativar a maquina econômica. O setor público vai estar totalmente debilitado sem condições de arcar com este movimento, sobrando o setor privado local e os recursos estrangeiros. No lado do setor privado é bom esperar pequenas parcelas, pois este já vinha mal e vai acordar pior. Em primeiro lugar tem que ativar a produção para abater a capacidade ociosa que já é grande, para só depois pensar em investir. Situação difícil! Sobram apenas os recursos externos. É bom que se diga que todo o  mundo vai estar na pior, tentando arrumar a casa, portanto as sobras serão reduzidas. Outro ponto que os investidores estarão analisando é a situação em que o país se encontra, ou seja, qual o grau de risco em investir por aqui? Hoje os juros são baixos e o endividamento esta crescendo, portanto os atrativos são pequenos. Claro que o Brasil vai superar mais esta crise, mas as dificuldades serão muitas.

Populismo.

Hoje o Brasil realiza a maior distribuição e renda de todos os tempos, fruto da pandemia. O governo federal se viu obrigado em ajudar os menos favorecidos  e parte do setor produtivo, para ativar o consumo e fazer com que a maquina fique funcionando. Esta ajuda tem que ser momentânea e acabar quando a pandemia for embora, caso contrario poderá se transformar num sistema populista com fins eleitoreiros. A ajuda tem que ser um incentivo para que os agentes venham produzir, tanto pessoas físicas como jurídicas. Por aqui já houve o procedimento populista que durou mais de uma década, e até hoje esta conta esta sendo paga.

Pense.

Quem tem luz própria às vezes incomoda quem esta no escuro.

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